Um suspiro longo paira desenhando o peso da emoção.
Na penumbra testemunhas, a cortina velha entreaberta, o cigarro.
Ê jornada breve que o fim vem cantando moderno requien.
Saudade dos meus.
Na poeria em que andei, cansei, chorei, amigos poucos revi. Mais uma vez, beleza encontrei nos rostos que vi.O asfalto chegou, o ciclo cessou o mundo é o mesmo me aguarda la fora.Problemas daqui, pancadas de la onde quer que eu va, levo o mundo o pesar.
Coração de simples poetisa é assim, chora em prosa e poesia sem poder ser compreendida quando chega a hora de partir.Nem aqui nem acolá hão de inventar um remédio para essa causa.
Que culpa tenho eu se sinto tudo em dobro , o ar bem é mais fresco o verde mais matreiro o sol que dilacera, a brisa que alivia, o céu que a tudo cobre! Manto bicolor celestial!
Andando sobre o nada , os homens creem ser tudo, a mata o simples o cheiro um luar, alguns pensamentos.
De perto vejo as luzes da comemoração, calada me mantenho em estagnação.
O vento sopra fresco, a noite cálida sem graça a não ser o homem da batata que vende seu 'peixe' amarelo puxando humilde prosa.
O que estou fazendo aqui? Troquei carro,bons sorrisos, show, cigarros, pelo verde em meio a decadência metropolitana interiorana. Importante é estar próximo a família e quando a histeria estrangeira paira é hora de tirar o cavalo da chuva.
Caminha no pó.
No sol escaldante a cidade pequena que cousa!parece grande. Mesmo que você navegue ou flutue sob trilhos, tudo continua aqui dentro desse eu simplista adestrado em meio ao capitalismo, selva de pedra.
A musica toca onde quer que eu esteja, não é possível trair ou enganar proprios estes descontentamentos.
Os momentos realmente bons são aqueles inesperados vividos que não trazem desgostos posteriores.
O mundo espreita e corrompe a mente de dezenas de criaturas e alguns tolos chamam isso de modernismo, mente aberta, mente alem!
Que alem que nada!!! suicidan.se gradativa e coletivamente , deixando principios básicos cairem no esquecimento funesto da deturpação! buscam, inventam, criam suas proprias fugas; alguns sem perceber, outros crendo estarem ascendendo para uma expectativa mental mais abrangente!
Os que não criam nem buscam fugas adoecem da alma, as vezes do corpo; São os que lidam com a Arte pública ou no anônimato ,cientes de que não há para onde fugir; apenas utilizam algum dom como forma de expressão.
É meu povo!, amigo não, não sou político, apenas divago e raras as vezes qual livre me sinto, noto que a liberdade esta em um sorriso sincero de alegria ou loucura o que importa é ser vivo!
Agora, enfim vou indo, a cidade grita ainda que eu esteja imóvel ou queira calar. mas de que adianta se alma , alma minha querida franzina se põe a falar.
Cada dia que passa ao ver o alvorecer, embarcamos em um novo navio com a mesma velha historia, as marcas não desaparecem são apenas maquiadas e assim vamos seguindo nessa velha longa estrada. Vem!!!! obstaculo e tenta me açoitar se eu sobreviver tu perecerá e a espada nua brilha na garganta de tua audácia, sentido o peso da lâmina, crendo ser inatingível.
Até que o fim, se desdobre em teu colo egoísta ao sentir o arfar de teu peito morrendo em martírio! E não se sinta um quadrúpede caso não entenda bulhufas,sou assim mesmo, emotiva trovadora, de sentimentos claros e palavras rubras.
Felizes são os ignorantes.
Michelle Russo. (Satine)
Não perca, na próxima postagem:
"A vida como ela é": sobre encontros incasuais, propaganda política,a desvalorização da mulher, as formas de expressão do repórter, o sentido da vida, a violência repetitiva em canais sensacionalistas, o Brasileiro comum que faz merchan de candidatura para ganhar um troco a partir da aposentadoria nao satisfatória, o que sensibiliza o povo como as paraolimpíadas, o poder da incasualidade sem atribuições eróticas ou conotações amorosas tradicionais, na prosa isenta de preconceito mútuo.
Um aposentado 'exótico e natural', a procura de alegria em coisas simplistas.
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