'Bicho Sentimental'  escrito em segunda 06 outubro 2008 00:20

sentimental

O olho do furacão continua estático, meu oposto, ele não derrama lágrimas.
Ser invísivel para quem se tem amor dói abruptamente.
Amor! chamo paixão de amor e amor de paixão.
Os anos passam e quem nasce com coração burro não se ajeita, não aprende, acha que aprende, mas se desmantela todo como cachecol mau tecido com fio solto.
Minha mente chamada 'zé besta', as vezes tenta crer em cousas ilusórias e por hora se alimenta.
Depois se afoga no vinho, diante da chuva, crendo que vale a pena estar aqui ou acolá!; a pior dor 'hoje',digo: Não é a da distância literal!é estar a centímetros de distância sem poder fazer nada.
Aposto que no século XVIII não existia 'músico bicho besta', besta abichado!
Se tudo fossem flores seria... ... ...

Amanhã é dia de votar a prefeito e vereador, que merda.

Tem coisas que a gente vê e depois fica até com medo de compor ou escrever tranqueira.
Minhas lágrimas externas estão secando, então vou apagar a luz e dormir.
Cansei de chorar, cansei de rir, tudo o que quis foi um abraço mas nem isso! não sou gente, sou bicho sentimental que ama gratuitamente e as cento e vinte horas para mais, que esperei para tecer algo sincero, não foram de nenhuma valia!
Quero que passe, mas não vai morrer... será um dia, sentimento amordaçado, prostrado no mesmo lugar em que nasceu.
Sem Mãe, nem Pai,somente eu e uma lembrança fulgaz.
Olhar você dói...tenho ânsia de tocar sua face e ficar assim, mas tu me perde fácil, afinal sou invisivel não é mesmo?
Não és desbravador?

 

Satine. ( M.R)

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